A paciência do torcedor está no talo. Infelizmente a voz voltou a ser perder- como em um momento da gestão Ronaldo – e quem decide tudo é quem é o dono, quem paga, que é o responsável pela gestão. Diante do Mirassol, um time, sim, estruturado em campo, mas modesto economicamente, o Cruzeiro voltou a ser aquele time previsível, com um jogo ruim, linhas espaçadas, falhas bizarras, entre outras coisas. Aliás, a arbitragem muito favorável, o que é péssimo. Não vi pênalti em Matheus Pereira e nem um peso para o Cruzeiro em termo de cartões. Quando cobramos para o lado de lá, devemos, também, olhar para o lado de cá. A arbitragem é ruim, ontem foi desastrsa e o Mirassol, seu ótimo técnico Guanaes e sua torcida têm todo o direito de ficarem irritados. E mais: Cássio foi o melhor em campo.
Tite inovou na escalação. Optou por Wanderson de titular. Momentos antes, por desgaste, Arroyo foi cortado. E fez falta. O atacante quebra linhas e é um diferencial em contra-ataque rápido, o que Wanderson não é. Wanderson é alguém para compor mais, fazer retorno e tentar alguma coisa pelo lado esquerdo. Jogador limitado, mas útil. Contudo, ontem não era jogo para essas características. Ainda que tenha sido ele a abrir o marcador, talvez fosse um jogo para ele entrar mais na reta final. Sinisterra, talvez, fosse a melhor opção para começar jogando. Contudo, entrou mal e no último lance do jogo sentiu uma lesão. Se ficar nessa de jogar uma partida e ficar 3 meses fora, pode devolver. Aceito que valha a pena pensar numa dupla com Kaio Jorge e Villareal em algum momento. Ontem, faltando 10 minutos para o jogo acabar, Tite chamou Kenji. Eu teria chamado Rayan Lelis. Mais liso e oportunista. Mas Tite optou, mais uma vez, pela convicção que só ele tem. Aliás, votou a mexer mal no time. Tirar Gerson acabou com o meio-campo e Romero foi um dos poucos lúcidos do primeiro tempo, inclusive dando assistência para Wanderson marcar. Perdeu não apenas a força na marcação como a construção a partir da defesa. Viu o Mirassol virar o jogo e quase fazer 3-1, se não estivesse o atacante impedido.
Mal na marcação, principalmente no segundo tempo, pouco criativo e sem se impor, o Cruzeiro poderia ter saído com um resultado bem pior de Mirassol. O senhor soprador de apito ajudou bem. Para mim, não foi pênalti em Matheus Pereira. Ao final da partida, Rafael Guanaes estava injuriado. Com razão. Teve que ser contido por auxiliares, seguranças e diretor. Depois foi para a torcida, a quem deu o seu boné a uma criança. Reynaldo, disse bem: “a camisa do Mirassol não é tão pesada quanto a do Cruzeiro”. Tite, pelo visto, não sabe disso. E ah se não fosse o Cássio!
Ao final da partida, a desculpa era o desgaste físico. Levou até o preparador físico papagaio de pirata dele. Tudo já orquestrado para jogar a culpa na sequência de jogos. O Cruzeiro, que visa Libertadores, não tem um time para jogar Campeonato Mineiro, quando adversários, em sua maioria, nem na Série D estão? Então aí há dois problemas de gestão: um, de não ter recomendado contratações para reforçar o elenco; dois, incapacidade de rodar o time porque só tem 11 titulares. Tite não apenas não conhece o time, como é incompetente. Ninguém sabe quem treina: ele ou o filho? Seja quem for, hoje eu demitiria. Aliás, há algum tempo eu já teria tomado essa atitude. Aliás, teria nem trazido. Fraco, ultrapassado, chato e cheio de desculpas esfarrapadas. Chega!








