Belo Horizonte enfrenta acúmulo de lixo nas ruas após a greve de garis que começou na segunda-feira (19) e interrompeu a coleta de resíduos em várias regiões da capital mineira. Moradores de bairros como Noroeste, Leste e Nordeste já relatam sacos de lixo amontoados nas calçadas, mau cheiro e presença de insetos, reflexo da paralisação de parte dos coletores de lixo.
A Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais marcou para quarta-feira (21) uma assembleia às 8h, na sede da Sistemma Serviços Urbanos, empresa responsável pela limpeza urbana, para debater o impasse entre trabalhadores, empresa e poder público. A reunião terá participação do sindicato dos empregados de asseio, conservação e limpeza urbana de BH (Sindeac), representantes da Prefeitura de Belo Horizonte e da própria Sistemma.
Segundo a superintendência, a intenção é promover diálogo entre as partes para que as reivindicações sejam ouvidas e a paralisação possa ser suspensa. A prefeitura informou que lamenta os transtornos à população, já move esforços para contornar a falta de trabalhadores e cobrou providências imediatas da empresa para retomar a coleta regular.
Os garis reivindicam melhores condições de trabalho, incluindo ajuste na escala de trabalho e no número de profissionais por caminhão de coleta, alegando que veículos estão operando com equipes reduzidas. Aproximadamente 180 trabalhadores aderiram à greve.
A Sistemma divulgou nota dizendo que ainda está avaliando a situação e busca uma solução para normalizar o serviço o mais rápido possível. Enquanto isso, o lixo continua acumulado em várias vias da cidade, ampliando o desconforto de moradores e comerciantes.








