A noite desta quarta-feira (14) no Campeonato Mineiro foi daquelas que só quem entende de bastidores sabe ler direito. Para o torcedor mais apressado, empate aqui, vitória ali podem soar como sinal de crise ou euforia. Para quem vive o futebol por dentro, o Mineiro, nesta fase, é laboratório. Vale menos o placar e mais o que acontece entre uma substituição e outra.
Cruzeiro e Atlético entraram em campo muito mais para se conhecer do que para se medir. No lado celeste, o jogo serviu como vitrine para garotos da base e para aqueles atletas pouco utilizados em 2025, agora com a chance de mostrar serviço sem a pressão de uma decisão. É ali, nesse tipo de partida, que treinadores afinam o olhar e definem quem fica e quem vai virar apenas número no elenco no restante do ano. Japa, aliás, mostrou que em forma e em condições físicas, pode ajudar e muito a Raposa. Foi dele o segundo gol celeste na vitória por 2 a 1 contra o Tombense, em Uberlândia. Primeira vitória de Tite à frente da Raposa.
No Galo, o roteiro foi parecido, mas com um detalhe que chamou atenção de quem gosta do teatro do futebol: enquanto Tite, sempre performático, costuma marcar presença no túnel, conversando, cobrando e quase dirigindo o espetáculo antes da bola rolar, Sampaoli não apareceu no empate contra o North. Desleixo? Estratégia? Foco diferente? Bom, não foi e viu o time quase perder no norte de Minas. O alvinegro segue sem vencer no Mineiro, já que além de empatar com o North por 1 a 1, também ficou na igualdade, também por 1 a 1, contra o Betim, na estreia.
O América venceu o Democrata, fora de casa, por 1 a 0, e entre problemas internos, vai pontuando. Sem muito foco além do Mineiro – diferentemente de Cruzeiro e Atlético, que terão muitas competições no ano – o Coelho vai se montando e apagando os próprios fogos. Ao meu ver, bem distante dos dois maiores times do Estado. O Coelho está com seis pontos em dois jogos.








