A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Batista Galvão Simão, alertou a população, nesta terça-feira (30), sobre os riscos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas. O alerta ocorre após o governo de São Paulo confirmar uma morte e investigar outras quatro suspeitas relacionadas ao consumo da substância. No total, o estado já contabiliza 22 ocorrências, entre suspeitas e confirmadas, sendo 17 ainda em apuração.
Até a noite de segunda-feira (29), os registros foram identificados em diferentes municípios:
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Limeira – 1 caso em investigação
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São Paulo (capital) – 5 em investigação, 6 confirmados e 1 descartado
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São Bernardo do Campo – 2 em investigação
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Itapecerica da Serra – 1 em investigação
Diante da gravidade da situação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para rastrear a origem e a rede de distribuição do metanol. Ele destacou ainda que há indícios de que a substância esteja circulando para além de São Paulo.
Mariângela Simão reforçou que o metanol é altamente perigoso:
“O metanol é extremamente tóxico, não deve ser ingerido e pode causar efeitos letais. É fundamental que a população esteja atenta aos sintomas. Este é um momento de alerta nacional”, afirmou.
O secretário Nacional do Consumidor, Paulo Pereira, também orientou a população a desconfiar de bebidas com preço muito abaixo do mercado, vendidas por fornecedores ou estabelecimentos desconhecidos. Segundo ele, já foi criado um sistema de alerta nacional envolvendo Procons de todo o país para monitorar novos casos.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o SUS costuma registrar cerca de 20 casos de intoxicação por metanol por ano, geralmente em populações vulneráveis. Porém, desde agosto já foram identificados 17 casos somente em São Paulo, o que acendeu o sinal de alerta no governo.
O metanol é um álcool inflamável, incolor e de difícil identificação, cujo odor pode se confundir com o de bebidas alcoólicas comuns. No Brasil, seu uso é destinado principalmente à produção de biodiesel, e não ao consumo humano.
No último sábado (27), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senacon e do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), emitiu recomendação urgente a estabelecimentos de São Paulo e regiões próximas para reforçar a fiscalização e prevenção contra a venda de bebidas adulteradas.








