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Futebol: até quando o VAR vai interferir (ou não) para corrigir as barbeiragens dos árbitros?

Não é choro pós-jogo. Não é discurso de quem não venceu. Mas um questionamento de quem, de fora, observa, e muito, a incompetência de quem sopra o apito com medo. Depois da chegada do VAR, quem está em campo usa o artifício como muleta e, as “muletas” agem ao seu bel prazer… chamando ou não, de acordo com suas conveniências, não de acordo com as regras. Inclusive é muito estranha a forma como fazem jogo a jogo. Não tem uma rodada do Brasileiro que não haja um questionamento, justo, daqueles que possuem tecnologia para fazer um trabalho correto, mas insistem em ser ruins. E tenho que me ater à ruindade, até que se prove algo a mais (se tiver).

É incrível – e injustificável – a forma como a CBF conduz a arbitragem no país e como os árbitros não seguem um padrão. Nos últimos jogos do Cruzeiro, por exemplo, erros acintosos, com gol legítimo anulado e, tão complicado quanto, até pênalti deixado de ser dado, por mais que zagueiro insista em jogar vôlei na própria área. A incapacidade do árbitro junto à ineficiência do VAR está acabando com o futebol brasileiro, inventando placares, sendo determinantes em resultados. Até quando vamos ter campeões ajudados, outros, que poderiam ser campeões, prejudicados e, outros, rebaixados pela má arbitragem. “Ah, são 38 rodadas e quem ficou lá embaixo merece cair e quem esteve lá em cima merece ganhar”. Não é bem assim. Um jogo faz diferença, principalmente num campeonato onde um time tem um patrocínio de R$ 250 milhões e equipes de Minas, com o pires na mão, recebem R$ 40 milhões. Será que para vencer, o Flamengo, precisa disso? O Palmeiras precisa?

Fato é que o Cruzeiro tem sido bastante prejudicado e outras equipes beneficiadas. O Santos, de Neymar, por exemplo, venceu uma partida onde teve um gol legitimo anulado contra si. Tempos depois, fez o gol da vitória. A pergunta que fica: por que o árbitro e campo não pode pedir ao VAR para revisar, numa via de mão dupla? Vai ficar sempre esperando o VAR chamar e, se não chama, segue o jogo? O árbitro de campo tem que parar de terceirizar função. Sendo assim, que o árbitro seja eletrônico, já que fisicamente é um desastre.

Enquanto equipes continuarem rendo reitaradamente prejudicadas, vai ser sempre isso. E o engraçado é que Flamengo e Palmeiras raramente reclamam. Né?

Até quando times, como o Cruzeiro, terão que fazer reclamações na CBF? Virou rotina. E o Cruzeiro tem razão. O Brasileiro não parece ser um campeonato de asteriscos, mas de cartas marcadas.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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