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A indecifrável força-tarefa da Copasa para a zona sul de BH

É incrível como a Copasa é eficiente, quando o assunto é a zona sul de Belo Horizonte. Diariamente há uma manutenção aqui, ali. Mas, normalmente, a água retorna até o final da noite na maioria dos bairros. Região Metropolitana, como Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, quando há sorte, não passa do dia seguinte. Mas na zona sul de BH… ah, isso é somente durante uma bela manhã de sol.

Sinceramente, é incrível a eficiência quando se mexe com “tubarão”. O pessoal da bufunfa não pode ficar sem o brioche costumeiro, regado a geleias importadas, cafés 100% arábicos e águas saborizadas. Quiçá dizer que não podem utilizar o salão, em plena quarta-feira, véspera de feriado, para fazer as unhas em águas onde peixes comem as finas camadas de pés que pouco andam, no máximo correm pela avenida Bandeirantes.

Dias atrás passei por uma dessas experiências que a Copasa nos propicia: quase três dias sem água na torneira, o que fez a pia encher e o quintal ficar mal cuidado. Afinal, quem tem cachorros, sabe do que estou falando. Por sorte, a caixa d’água possibilitou que os banhos e as descargas pudessem ser utlizadas nesse período. Mas não moro na zona sul de BH.

A zona sul, aliás, é tão maravilhosa para a Copasa, que até quando foi necessária a regulação, com as pessoas tendo que limitar o próprio consumo, alguns bairros (adivinhem de onde?) nem entraram no revezamento.

A notícia que ouvi na rádio, hoje pela manhã, foi apenas mais uma. Não pela eficiência de uma empresa que, de uns tempos para cá, ama não fazer o básico. Mas por ser num vespeiro que ela nunca quis e/ou vai mexer.

Aliás, a água já voltou por lá. São 14h41. Câmbio e desligo!

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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