O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), segue em território israelense neste domingo (15/06), enquanto o país enfrenta uma grave escalada de conflitos com o Irã. Em entrevista exclusiva à GloboNews, o gestor mineiro afirmou estar hospedado com segurança no campus da Universidade Reichman, em Kfar Saba – cidade situada a apenas 20 km de Tel Aviv, uma das áreas mais afetadas pelos recentes ataques iranianos.
Acompanhado pelo secretário municipal de Segurança, Márcio Lobato, Damião viajou originalmente para participar da ISDEF 2025, maior feira mundial de tecnologias para segurança pública urbana. Contudo, o evento foi abruptamente interrompido após o início dos ataques cruzados entre Israel e Irã na última sexta-feira (13/06).
Esforços Diplomáticos para Repatriamento
Em contato direto com o governo federal, o prefeito revelou ter recebido ligações da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que coordena as tratativas para o retorno da delegação brasileira. “O Itamaraty está mobilizado, mas precisamos entender que estamos em zona de guerra. A logística de saída depende prioritariamente das autoridades israelenses”, explicou Damião.
Fontes do Ministério das Relações Exteriores confirmaram que o governo brasileiro ativa protocolos de emergência para cidadãos no exterior, incluindo contatos com embaixadas de países vizinhos para rotas alternativas de evacuação, caso os aeroportos israelenses permaneçam fechados.
Nesta Segunda (16), Álvaro e os demais Brasileiros que estão em Israel foram encaminhados para a Jordânia, de onde partirão para o Brasil.
Situação no Local
Apesar da tensão geopolítica, o prefeito descreveu um cenário de “calma tensa” em Kfar Saba: “A universidade possui abrigos antiaéreos e estamos seguindo todos os protocolos de segurança. Não há pânico, mas evidentemente queremos retornar ao Brasil o quanto antes”.
Damião participará ainda hoje de um briefing com o Comando de Fronteiras israelense para definir os detalhes da saída. O plano mais viável, segundo assessores, envolveria um voo humanitário com escala no Chipre ou Jordânia, já que o espaço aéreo israelense permanece interditado para voos comerciais.
Contexto do Conflito
A crise atual – que já deixou 112 mortos em três dias – começou quando Israel bombardeou instalações nucleares iranianas em Natanz, provocando uma resposta imediata do Irã com mísseis balísticos. O Brasil mantém 47 cidadãos registrados na região, incluindo diplomatas, empresários e acadêmicos.









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